Indicadores

Nas nossas análises, não utilizamos nenhum indicador, focando nossa atenção apenas nos gráficos de preços. Veja abaixo uma explicação sobre os motivos que nos levam a analisar gráficos dessa maneira.

Tendo iniciado suas atividades como analista técnico e operador de mercado no final dos anos 70, o nosso diretor Fausto de Arruda Botelho vivenciou o surgimento e a popularização dos indicadores, que se deu na década de 80, quando os computadores passaram a permitir que seus cálculos fossem feitos com agilidade.

Rapidamente, os indicadores obtiveram uma grande aceitação pelos analistas, principalmente por oferecerem uma forma teoricamente "fácil" de se prever a movimentação dos preços, de forma que o próprio Fausto, durante um período, utilizou alguns deles, como o IFR e as médias móveis.

No entanto, aos poucos Fausto percebeu que os indicadores não geravam tantos benefícios e, por outro lado, traziam o problema de tirar do analista a atenção daquilo que realmente importava: os gráficos de preços. Afinal, é a oscilação dos preços que realmente determinará se o operador terá lucro ou prejuízo. Se estivermos comprados em Petrobrás e seus preços caírem, teremos prejuízo e, se subirem, teremos lucro, independentemente do que estiver acontecendo com os indicadores.

Já em relação aos benefícios trazidos pelos indicadores, Fausto passou a perceber que eles não eram tão fortes. Em primeiro, notou que os indicadores jamais são, por exemplo, auto-suficientes. Suas indicações devem ser sempre confirmadas pelos gráficos de preços, conforme dizem os principais livros/manuais de análise técnica que abordam o assunto. E então, se é preciso sempre confirmar o que os indicadores mostram nos gráficos de preços, por que não se utilizar apenas os gráficos de preços?

Além disso, para escolher qual indicador utilizar, o analista deve, antes, analisar o gráfico de preços do ativo para saber se ele está em tendência ou em lateralização, uma vez que há indicadores específicos para cada situação. Assim, para se utilizar indicadores é necessário que se tenha um bom conhecimento de análise técnica dos gráficos de preços. No entanto, quando se chega nesse estágio, os indicadores deixam de ser necessários.

Assim, por perceber que os indicadores ajudavam pouco e atrapalhavam muito, Fausto decidiu abandonar seu uso e a poluição visual que trazima aos seus gráficos, e dedicar toda a sua área gráfica e, principalmente, sua atenção, àquilo que considera realmente importante: o gráfico de preços.